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Artigo 25 de novembro de 2025

Nomes de Cursos que mais dão processo: O que evitar no seu Naming

Vai batizar seu infoproduto? Cuidado. Alguns termos parecem ótimos, mas são imãs de notificação extrajudicial. Saiba o que evitar.

Capa do artigo: Nomes de Cursos que mais dão processo: O que evitar no seu Naming

Criar o nome de um infoproduto é a parte mais divertida do lançamento. Você faz brainstorming, mistura palavras em inglês, cria siglas… e chega no nome perfeito: “Universidade do Tráfego”.

O domínio está livre. O Instagram está livre. Você lança. Um mês depois, chega uma notificação do Ministério da Educação (MEC) ou de um concorrente gigante.

Existem regras invisíveis no naming de produtos digitais. Ignorá-las é pedir para ter o curso derrubado.

Neste artigo, a pinc. lista os padrões de nomes que mais geram indeferimentos no INPI e processos judiciais no mercado digital.

1. O Erro da “Universidade” e “Faculdade”

Muitos experts adoram usar termos acadêmicos para dar autoridade: “Faculdade do Dinheiro”, “Universidade do Marketing”.

O Risco: O INPI barra esses registros com base no Art. 124, inciso XX. Pela lei brasileira, você só pode usar “Universidade”, “Faculdade” ou “Escola Superior” se for uma instituição credenciada pelo MEC. Se você é um produtor de cursos livres, usar esses termos induz o consumidor ao erro.

  • Alternativa: Use “Academy”, “Escola”, “Hub”, “Clube”.

2. Termos de “Uso Comum” em Inglês

O mercado digital ama inglês. “Masterclass”, “Summit”, “Workshop”, “Experience”. Esses termos não são marcas. São descrições de serviço.

Se você tentar registrar “Marketing Summit”, o INPI vai negar por falta de distintividade. Pior: se você adicionar uma palavra fraca, como “Marketing Summit Brasil”, continua sendo fraco.

  • A Solução: Adicione um termo fantasia forte. “Fire Summit” (Hotmart) é registrável. “Summit de Vendas” não.

Entenda mais sobre a lógica de nomes fracos em: Por que você não consegue registrar nomes genéricos.

3. A “Armadilha do Instagram”

“Pesquisei no Instagram e não tinha ninguém com esse nome.”

O Instagram não é órgão oficial. O fato de o @ estar livre não significa que a marca está disponível. Muitas empresas grandes têm a marca registrada na Classe 41 (Educação) mas não têm perfil no Instagram com aquele nome exato.

Se você lançar, eles vão te achar pelos anúncios patrocinados. O algoritmo entrega seu “crime” direto no feed do dono da marca.

Regra: A busca válida é a do banco de dados do INPI, não a da barra de pesquisa da rede social.

4. Prefixos e Sufixos Famosos

Tentar pegar carona na fama alheia é fatal.

  • O prefixo “TED”: Não tente criar “TEDxSeuBairro”. A marca TED vigia o mundo inteiro.
  • O sufixo “Flix”: “NutriFlix”, “EducaFlix”. A Netflix tem uma proteção marcária imensa e costuma notificar quem usa a identidade visual dela (o N vermelho) ou a sonoridade para vender assinatura.

5. Nomes de Métodos de Terceiros

Você ensina uma técnica famosa? Cuidado. Você pode ensinar “Método Montessori” (domínio público), mas não pode vender um curso chamado “Curso Oficial Kumon” (marca privada).

Se o método que você ensina tem “dono” (ex: método CIS, Dale Carnegie), você não pode usar a marca deles no nome do seu produto, a menos que seja um licenciado oficial.

Discutimos a proteção de métodos em: Posso Registrar um Método de Ensino?.

Mão segurando uma caneta vermelha riscando nomes em uma lista de ideias de naming

Como Validar seu Nome (Checklist)

Antes de mandar para o designer:

  1. Teste de Distintividade: O nome é apenas descritivo (ex: “Curso de Trader”) ou tem fantasia (ex: “Trader Sniper”)?
  2. Busca na Classe 41: Verifique no INPI se já existe na classe de educação. (Veja como em: Classes INPI para Cursos).
  3. Busca na Classe 35: Verifique se existe na classe de marketing/negócios.

Conclusão

Um nome ruim te custa duas vezes: o custo de lançar e o custo de ter que fazer o rebranding forçado depois.

Não se apegue. Se o nome que você amou tem risco alto, mude agora. É mais barato mudar o nome no papel do que mudar a fachada e os anúncios depois.

Na pinc., fazemos a análise de risco do seu naming antes de você gastar 1 real com tráfego.

Perguntas Frequentes

Por que não devo usar termos acadêmicos como 'Universidade' no nome do meu infoproduto?
Usar termos como 'Universidade' induz o consumidor ao erro, a menos que seja uma instituição credenciada pelo MEC.
É possível registrar nomes com termos de uso comum em inglês para meu infoproduto?
Sim, mas deve-se adicionar um termo fantasia forte para garantir a distintividade e a possibilidade de registro.
Consultar a disponibilidade do nome no Instagram é suficiente para garantir a marca do meu infoproduto?
Não, a busca válida por disponibilidade de marca deve ser feita no banco de dados do INPI, não nas redes sociais.
Pri da pinc.

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